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18 de março de 2011, 14:03

Jaques Wagner, Governador da Bahia

 

Apesar de ter sido eleito deputado pela Bahia, Wagner nasceu no Rio de Janeiro. Ele é casado com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça e tem três filhos. Judeu, é também militante do movimento sionista desde a juventude.

Sua atividade política se inicia a partir de 1968 no movimento estudantil, quando presidiu o diretório acadêmico da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Entretanto, em 1973, passou a ser perseguido pela ditadura militar e teve que abandonar o curso de Engenharia, que nunca completou. Nesse mesmo ano mudou-se para Salvador e ingressou na indústria petroquímica no polo de Camaçari, no litoral da Bahia. Lá se tornou técnico em manutenção. Começou a atuar no Sindicado dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica (Sindiquímica), do qual foi diretor e presidente de 1987 a 1989. Conheceu Lula num congresso de petroleiros e, em 1980, ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT). Nessa época, foi um dos fundadores do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado.

Filiado ao partido desde então, Jaques Wagner elegeu-se deputado federal em 1990. Depois de três mandatos em Brasília, concorreu ao governo da Bahia em 2002. Derrotado pelo ex-governador Paulo Souto, foi nomeado por Lula como Ministro do Trabalho. Quando o escândalo do mensalão derrubou o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, em 2005, se tornou ministro das Relações Institucionais, que substituiu a Casa Civil na coordenação política do governo e suas relações com o Congresso Nacional.

Jaques Wagner conseguiu acabar com a hegemonia de dezesseis anos do PFL na Bahia, elegendo-se governador do Estado, em outubro, apoiado por uma coligação dos seguintes partidos: PT, PV, PPS, PCdoB, PTB, PMN e PMDB. Este último indicou o candidato a vice-governador, o ex-deputado estadual Edmundo Pereira. A coligação não teve candidato a senador, mas apoiou informalmente o ex-governador João Durval Carneiro, que também é pai do atual prefeito da capital, Salvador, João Henrique Carneiro.

Em 1º de outubro de 2006, foi eleito governador da Bahia no primeiro turno das eleições, gozando da grande popularidade do Governo Lula no estado. Apesar de as pesquisas indicarem uma vitória do seu adversário e predecessor no cargo, Paulo Souto, venceu com 52,89% dos votos válidos, num total de 3.242.336 votos.

A vitória de Jaques Wagner foi apontado pela imprensa nacional como o fim do carlismo, ou seja, da forte influência do ex-governador Antônio Carlos Magalhães na estrutura de governo do Estado da Bahia. O próprio Jaques Wagner tratou de explicar, numa entrevista concedida à revista Caros Amigos, que sua vitória não foi surpresa para ele, uma vez que o grupo liderado pelo senador Antônio Carlos Magalhães arregimentava sempre cerca de 30 por cento dos votos em todas as eleições.

Em dezembro de 2006, seguindo o modelo do governo Lula, Wagner anunciou que pretende ter sob sua responsabilidade direta a administração dos recursos financeiros estaduais destinados a ações sociais.

Entrevista com Jaques Wagner:

Qual é a sua vivência judaica?

Minha vivência judaica começou dentro de casa. Meu avô por parte de mãe era uma espécie de líder da comunidade e organizava as rezas nos feriados judaicos. Estudei todo o meu primário no Eliezer Steinbarg, o ginásio e o científico no Colégio Militar. Brincando, eu gosto até de falar que minha iniciação na vida política foi no meu bar-mitzvá. Eu fiz o discurso que todos os jovens judeus fazem e, como todo mundo adorou, eu vi que tinha uma vocação… frequentei movimento juvenil sionista, onde cheguei até a sua direção, e depois me engajei na luta da esquerda brasileira.

Qual é o seu atual relacionamento com a comunidade judaica?

A partir do momento em que virei deputado federal (eleito em 1990 com três mandatos seguidos), fui membro do grupo parlamentar Brasil-israel e, nesta condição, visitei Israel. Quando há algum problema envolvendo o Estado de Israel, o embaixador israelense no Brasil me chama para conversar. Participo sempre que a comunidade me convida para eventos importantes. Dentro do movimento sindical baiano sou assumidamente judeu.

Como o senhor analisa a cultura judaica?

Eu considero que é uma das culturas mais importantes na formação do conhecimento universal. O judaísmo está presente como celeiro de grandes escritores, artistas,músicos, compositores… judeus que se apresentam como tal. A contribuição deles para a cultura universal é muito forte.

Como o senhor encara ser judeu no Brasil?

Viver em uma sociedade complexa nos leva à necessidade e busca de identificação com nossas raízes. Para alcançar nossos objetivos dentro de um universo de novas tendências, temos que saber como nossos antepassados enfrentaram os grandes desafios. Estamos destinados a uma constante integração como os outros, mas precisamos discutir formas de aliar isto à qualidade de vida e alto desempenho dentro de nossa comunidade.

Que projetos israelenses podem ser aplicados no Brasil?

Na área de tecnologia muitas vezes sou procurado por empresas israelenses para tentar abrir contato no Brasil. Na Bahia, por exempolo, já existem várias parcerias na questão da irrigação entre produtos baianos e empresas que desenvolvem tecnologias e sistemas de israel.

O senhor acredita que alguma medida impopular no seu governo possa gerar manifestações anti-semitas?

A minha condição de judeu sempre foi pública, mesmo porque não admitiria esconder a minha formação e a religição na qual eu fui criado. Em relação a mim, nunca houve nada disso e entendo que é o contrário: seguramente irei contribuir para que nenhuma manifetação anti-semita possa vir à tona. Vamos combater qualquer tipo de discriminação, nela incluída a discriminação ao povo judeu.

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