
Fluminense também tem um projeto olímpico estruturado
Rival “clássico” do Flamengo, que na quarta-feira (31) apresentou o nadador Cesar Cielo como início de trabalho para os Jogos do Rio de Janeiro-2016, o Fluminense tem um projeto olímpico estruturado, que também começa pela natação, segundo Sandro Lima, vice-presidente de Esportes Olímpicos. Uma comissão de multimarcas, que funciona como uma agência que busca possíveis empresas patrocinadoras, está com esse projeto, explica o dirigente.
Ele lembra que houve um período em que o Rio de Janeiro “ficou mal visto”, por causa do Vasco, que agrupou dezenas de atletas, de vários atletas, sob altos contratos, primeiro para os Jogos Pan-Americanos de Winnipeg-1999 e em seguida para a Olimpíada de Sydney-2000. O tipo de marketing implantado quando Eurico Miranda ainda era presidente do clube, teve resultados opostos, porque muitos atletas não conseguiam receber e saíram denunciando a situação.
Não houve mais nada de vulto no Rio de Janeiro, depois desse episódio.
E hoje se sabe, lembra o vice-presidente de Esportes Olímpicos do Fluminense, que não existe possibilidade de os esportes olímpicos sobreviverem profissionalmente nos clubes se não for a partir de projetos autossustentáveis.
- Costumo dizer que o atleta olímpico agora é mais profissional que o próprio atleta do futebol.
E se é preciso conseguir patrocinadores, até impressiona esse profissionalismo dos atletas olímpicos, observa o dirigente.
Sandro Lima dá como exemplo Kaio Márcio, especialista em nado borboleta e integrante da delegação brasileira em Pequim-2008, agora atleta do Fluminense, que se destaca pelo comprometimento com o esporte.
- Ele é muito focado, tem metas, como para a Olimpíada-2012. E é muito envolvido com as escolinhas, com a natação e os nadadores em geral. Aliás, temos já vários atletas se firmando nacionalmente, formados no clube. O Kaio veio para puxar tudo isso. É o ressurgimento da equipe e para nós o trabalho tem de ser feito não apenas para 2016, mas para 2020, 2024…
E quem tem as estruturas para preparar atletas olímpicos no país são os clubes, segue o vice-presidente, com seu patrimônio, sua infra-estrutura.
No caso do Fluminense, além das piscinas, há salas de nutrição, psicologia, auditório. E houve investimento em tecnologia, com softwares do que existe de mais adiantado na natação, que trouxemos de fora. E vários dos atletas agora da equipe campeã brasielira absoluta em 2008 e 2009, segue o dirigente, foram formados no próprio clube.
- Estamos resgatando nossa identidade esportiva. O atleta está muito motivado pelo Rio de Janeiro e o esporte está vindo nessa onda, com apoio embrionário da Prefeitura e do governo do Estado. Acredito até em uma tendência de atletas migrando para cá nos próximos quatro anos.
r7






