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31 de março de 2010, 9:59

Jovens irmãos baianos se destacam em provas juvenis de esqui alpino na Europa

 

Conhecido mundo afora como o país do futebol, o Brasil está longe de ser uma potência olímpica nos esportes de inverno. Mas, no que depender da força de vontade dos jovens atletas brasileiros que se aventuram nas montanhas europeias, americanas e chilenas, esse quadro vai mudar. É o caso dos irmãos Nathan e Esmeralda Alborghetti. Nascidos em Salvador, na Bahia, os dois foram para a Itália ainda jovens por conta de compromissos profissionais do pai e se apaixonaram pelo esqui alpino.

Ainda se acostumando com a reação dos adversários que estranham o uniforme verde e amarelo nas competições, Esmeralda vai conquistando seu espaço no esqui alpino. A atleta, de apenas 11 anos, compete em provas rápidas como a super G e já coleciona bons resultados, apesar de ainda deixar o estudo como prioridade.
- Pratico o esqui durante o fim de semana, nas férias de Natal e em algumas semanas das férias de verão. Só participo de quatro ou cinco das principais competições internacionais por ano e tenho todo o tempo para estudar. O esporte ainda me dá muita energia e força para me concentrar – disse Esmeralda, que já deslizava pelas dunas da Lagoa de Abaeté sobre um skate sem rodas quando morava no Brasil.

Além dos esportes de inverno, Esmeralda também pratica ginástica artística. Mas sua especialidade mesmo é o esqui alpino, categoria em que acumula alguns pódios em torneios juvenis pela Itália. O treinador Gabriele Federici fez elogios à brasileira e acredita que ela ainda pode melhorar muito dentro do esporte.
- Sendo uma menina que mora na cidade e não nas montanhas, treinando muito menos de quem mora nos alpes, ela tem grande margem para crescer. Sem dúvida o programa intensivo de treinamento que planejamos no próximo semestre vai dar bons resultados na temporada 2010/2011- elogiou o treinador.

Mais jovem, Nathan, de 10 anos, também acumula bons resultados no esqui alpino e costuma subir ao pódio em provas da sua categoria na Itália. Apesar dos triunfos, o brasileiro lembra das dificuldades, já que, além de não morar nas montanhas, começou no esporte depois de seus concorrentes.

- São muitas dificuldades. É duro porque os meus colegas nasceram e cresceram nas montanhas e esquiam todos os dias. Mas o desafio me faz reagir e tentar dar o melhor de mim mesmo – afirmou Nathan, que mora em Roma e ainda pratica judô e polo aquático.

Além de Nathan e Esmeralda, o Brasil aparece com outras revelações no esqui alpino. Os irmãos Francisco e Eliza Nobre, de 12 e 14 anos, respectivamente, treinam no Chile e já conseguem bons resultados nas competições sul-americanas. Michel e Tobias Macedo também praticam a modalidade no Oregon, Estados Unidos, e se destacam em torneios locais.

 
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